Encontro de Roger Waters & David Gilmours em 2011
Pink Floyd foi
uma banda de rock inglesa famosa pelas suas composições de rock clássico
harmônico, pelo seu estilo progressivo e pelos espetáculos ao vivo extremamente
elaborados. A origem do nome “Pink Floyd” deve-se à admiração do fundador Syd
Barrett pela arte dos músicos Pink Anderson e Floyd Council, do blues.
É um dos
grupos mais influentes na história do rock, além de um dos mais bem sucedidos,
tendo vendido aproximadamente duzentos milhões de cópias de seus álbuns sendo o
grupo que mais vendeu discos de toda a historia. A produção The Dark Side of
the Moon manteve-se no Top 100 Billboard de vendas durante mais de uma década e
continua a ser um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos.
Liderada pelo
lendário cantor e compositor Syd Barrett, o grupo tinha um modesto sucesso na
segunda metade da década de 1960 produzindo rock psicodélico. Mas o
comportamento errático de Barrett forçou seus colegas de banda a afastá-lo e
substituí-lo pelo guitarrista e cantor David Gilmour.
Com a saída de
cena de Barrett, o baixista e vocalista Roger Waters gradualmente tornou-se o
líder e principal compositor do Pink Floyd. Esta fase foi marcada pela produção
de álbuns conceituais como The Dark Side of the Moon (1973), Wish You Were Here
(1975), Animals (1977) e The Wall (1979) - álbuns que obtiveram êxito mundial,
foram aclamados pela crítica especializada e figuraram em listas dos mais
vendidos e populares em vários países.
Mas após o
álbum, The Final Cut, (1983), o grupo separou-se. Em 1985, Waters declarou que
o Pink Floyd estava extinto, mas os demais membros (agora liderados por
Gilmour, mais o tecladista Rick Wright e o baterista Nick Mason), após briga
judicial, retomaram a banda com o nome oficial e seguiram gravando e se
apresentando – com grande sucesso comercial – e, finalmente, fecharam um acordo
com Waters.
Em 2 de julho
de 2005 e pela primeira vez em 24 anos, a formação mais clássica do Pink Floyd
voltou a tocar, para a sua maior plateia, no concerto Live 8, em Londres (Reino
Unido). (Em 15 de Setembro de 2008, o tecladista Richard Wright morreu, pondo
um fim no sonho de um possível retorno dos Pink Floyd).
Em entrevista
concedida ao jornal italiano La Repubblica no dia 3 de fevereiro de 2006,
Gilmour indicava o fim do Pink Floyd, declarando que o célebre grupo não
produzirá qualquer novo material, tampouco voltará a se reunir novamente. Ainda
assim, a possibilidade de se fazer uma apresentação similar ao Live 8 não foi
descartada tanto por Gilmour ou Mason.
História.
Era Syd
Barrett: 1964-1968.
O Pink Floyd
evoluiu de uma banda de rock formada em 1964 que teve vários nomes-Sigma 6, The
Meggadeaths, Tea Set e The Abdabs, The Screaming Abdabs, The Architectural
Abdabs. Quando a banda se separou, alguns membros-os guitarristas Rado “Bob”
Klose e Roger Waters, o baterista Nick Mason e o instrumentista de sopro, Rick
Wright-formaram uma nova banda, chamada “Tea Set”. Depois de um pequeno período
com o vocalista Chris Dennis, o guitarrista e vocalista Syd Barrett se juntou a
banda, com Waters mudando para o baixo.
Quando o Tea
Set descobriu que outra banda tinha esse mesmo nome, Barrett deu a ideia de um
nome alternativo, The Pink Floyd Sound, em homenagem aos músicos de blues Pink
Anderson e Floyd Council. Por um tempo a banda oscilou entre os dois nomes, até
se decidirem pelo segundo. O “Sound” foi deixado de lado rapidamente, mas o
“The” continuou sendo usado regularmente até 1968. Os primeiros lançamentos no
Reino Unido da banda, durante a era do Syd Barrett, vinham creditados como The
Pink Floyd, assim como em seus dois primeiros singles nos EUA. Sabe-se que
David Gilmour tenha se referido ao grupo como The Pink Floyd até 1984. Klose –
que era bastante influenciado pelo jazz, saiu depois de ter gravado somente uma
demo, deixando uma formação diferente com Barrett na guitarra e vocais
principais, Waters no baixo e vocais de apoio, Mason na bateria e percussão, e
Wright revezando nos teclados e vocais de apoio. Barrett logo começou a
escrever suas próprias composições, influenciado pelo rock psicodélico
Norte-americano e britânico (também pelo surf music), com extravagância e
humor. O Pink Floyd se tornou favorito no movimento underground, tocando em
casas como UFO Club, the Marquee Club e The Roundhouse. No fim de 1966, a banda
foi convidada para contribuir com canções no documentário “Tonite Let’s All
Make Love in London“, de Peter Whitehead. Eles foram filmados tocando duas
faixas, (”Interstellar Overdrive” e “Nick’s Boogie“) em janeiro de 1967. Apesar
que quase nenhuma dessas canções participaram do filme, elas acabaram sendo
lançadas como “London 1966/1967? em 2005.
Como a
popularidade da banda ia crescendo, os membros formaram a Blackhill Enterprises
em outubro de 1966, uma sociedade a seis, com seus agentes Peter Jenner e
Andrew King, lançando os singles, “Arnold Layne”, em março de 1967 e, “See
Emily Play”. em junho de 1967. “Arnold Layne” alcançou o número 20 das paradas
britânicas, e “See Emily Play” alcançou número 6, o que garantiu à banda a
primeira participação em cadeia nacional no programa de TV Top of the Pops em
julho de 1967. Anteriormente, eles haviam aparecido tocando “Interstellar
Overdrive” no UFO Club, em um curto documentário, “It’s So Far Out It’s
Straight Down”. Isso foi ao ar em março de 1967, mas apenas transmitido à
região de Granada do Reino Unido.
Lançado em
agosto de 1967, o primeiro álbum da banda, The Piper at the Gates of Dawn, é
atualmente considerado um ótimo exemplo da música psicodélica britânica, e foi
bem recebido pelo críticos da época. Atualmente, é visto como o melhor primeiro
álbum por muitos críticos. As faixas, predominantemente escritas por Barrett,
mostram letras poéticas e uma mistura eclética de música, desde a faixa de
vanguarda com livre - forma, “Interstellar Overdrive“, até canções
“assobiavéis” como “The Scarecrow”, inspirada nas Fenlands, uma região rural ao
norte de Cambridge (cidade de Barrett, Waters e Gilmour). As letras eram
inteiramente surreais, às vezes fazendo referência ao folclore, como em “The
Gnome”. A canção refletia novas tecnologias de eletrônicos, com o uso constante
de espaçamento no estéreo, edição de fita, efeitos de eco, e teclados. O álbum
foi um hit no Reino Unido, onde alcançou a 6ª posição das paradas, mas não foi
muito bem na América do Norte, alcançando a posição número 131 nas paradas dos
EUA. Durante esse período, a banda excursionou com Jimi Hendrix, o que ajudou a
aumentar sua popularidade. Um fato notável sobre o disco é que ele foi gravado
simultaneamente ao aclamado Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band dos Beatles,
no estúdio da Abbey Road, e os integrantes das bandas frequentemente se encontravam
no corredor e conversavam sobre influencias musicais. Ambos álbuns são hoje
citados como o início do rock progressivo.
Declínio de
Barrett.
Enquanto a
banda se tornava mais popular, o stress da vida na estrada e o consumo
relevante de drogas de Syd Barrett deteriorou sua saúde mental. O comportamento
de Barrett foi se tornando cada vez mais imprevisível e estranho, fato
atribuído ao constante uso de LSD. Conta-se que às vezes ele ficava encarando
algum ponto, enquanto a banda tocava; durante algumas apresentações, ele
somente tocaria um acorde o concerto inteiro, ou aleatoriamente desafinava sua
guitarra.
Chegou um
momento em que os outros membros da banda decidiram por simplesmente não levar
mais Syd para os shows. O último show da banda com Barrett foi em 20 de janeiro
de 1968, em Hastings Pier. O guitarrista David Gilmour, já conhecido de Barrett
e Waters (e quem ensinou Syd a tocar guitarra) se juntou à banda para ajudar
Barrett com suas tarefas (apesar de Jeff Beck ter sido considerado).
Inicialmente, esperava-se que Barrett fizesse composições enquanto Gilmour
tocaria nos shows. Mas composições como “Have You Got It, Yet?”, com
progressões de acordes e melodias diferentes a cada take, fez com que o resto
da banda desistisse dessa ideia. Uma vez que a saída de Barrett foi formalizada
em abril de 1968, os produtores Jenner e King, decidiram continuar com ele,
pondo fim à sociedade Blackhill Enterprises. Então a banda escolheu Steve
O’Rourke como gerente que permaneceu com eles até sua morte em 2003.
Depois de
gravar dois álbuns solos (The Madcap Laughs e Barrett) em 1970 (co - produzido
por, e as vezes com participações de, Gilmour, Waters e Wright) com sucesso
razoável, Barrett então foi para reclusão (idéia muitas vezes rebatida por sua
família, que disse não ter sido exatamente assim). Novamente chamado pelo nome
oficial, Roger Keith “Syd” Barrett, viveu uma vida pacata em sua cidade natal,
Cambridge, até sua morte em 7 de Julho de 2006.
Procurando
novos caminhos: 1968-1970.
Esse foi um
período de experimentações musicais da banda. Cada um dos integrantes do Pink
Floyd – Gilmour, Waters e Wright – contribuía com canções que tinham sua
própria sonoridade e voz, o que resultava num material menos consistente e
coeso que o da era Barrett, quando o som era mais trabalhado. Se anteriormente
Barrett era a voz e o compositor principal, agora Gilmour, Waters e Wright
dividem composições de letras e vozes principais. Geralmente, Waters escrevia
canções mais lentas, com melodias de Jazz, linhas de baixos complexas e
dominantes, e letras simbólicas; Gilmour focava-se em jams de blues levadas
pela guitarra; e Wright preferia melodias pesadas psicodélicas de teclado.
Diferente de Waters, Gilmour e Wright preferiam faixas que tinham letras simples
ou que fossem puramente instrumentais. Alguns números músicais mais
experimentais da banda são desse período, como “A Sauceful of Secrets”,
contendo bastante barulhos, feedback (realimentação), percussões, osciladores,
loops; e “Careful with That Axe, Eugene” (que foi chamada por vários outros
nomes também), uma faixa levada por Waters, com baixo e um pesado improviso de
teclado, culminando em uma bateria forte, e gritos de Waters.
Enquanto
Barrett escreveu praticamente todo o primeiro álbum, nesse álbum ele participa
das composições com “Jugband Blues”. Barrett também tocou nas faixas “Remember
A Day” (gravada durante as sessões do The Piper) e “Set The Controls For The
Heart Of The Sun” (a única faixa que apresenta Barrett e Gilmour dividindo as
guitarras). “A Saucerful of Secrets” foi lançado em junho de 1968, alcançando
número 9 das paradas do Reino Unido e se tornando o único álbum do Pink Floyd
que não apareceu nas paradas dos EUA. De algum jeito, apesar da saída de
Barrett, o álbum ainda contém bastante da sonoridade psicodélica combinada com
mais música experimental que seria amplamente mostrada em Ummagumma. A faixa
principal, A Saucerful of Secrets, com doze minutos de duração, chegou ao
estilo épico de duração que composições futuras chegariam. Se o álbum foi mal
recebido pelos críticos da época, muitos críticos de hoje tendem a ser mais
leves nas críticas dentro do contexto da carreira do Pink Floyd.
O Pink Floyd
foi recrutado pelo diretor Barbet Schroeder para produzir uma trilha sonora para
um filme seu, “More”, que estreou em maio de 1969. A obra foi lançada como um
álbum do Floyd em seu próprio direito, Music From the Film More (também chamado
simplesmente como “More”), alcançando o nono lugar das paradas do Reino Unido e
chegando ao 153º lugar das paradas dos EUA em 1969. Críticos tendem a achar o
conjunto da música para o filme como remendada e desigual. A banda usaria isso
e sessões de trilha sonoras futuras para produzir trabalhos que não se
encaixavam na ideia do que deveria aparecer em um álbum do Pink Floyd; a
maioria das faixas do “More” foram canções folk, acústicas. Duas dessas
canções, “Green Is the Colour” e “Cymbaline”, se tornaram comuns em repertórios
da banda por um tempo e também parte do suite “The Man & The Journey”, como
pode ser ouvido em muitas gravações de bootlegs desse período. “Cymbaline”
também foi a primeira canção do Pink Floyd a lidar com a atitude cínica de
Waters contra a indústria fonográfica explicitamente. O resto do álbum consiste
em canções incidentais de vanguarda da trilha (algumas dessas também fizeram
parte do concerto The Man/The Journey) e algumas faixas de rock mais pesadas
jogadas no meio, como “The Nile Song”.
O próximo
álbum, o quádruplo Ummagumma, foi uma mistura de gravações ao vivo e
experimentações de estúdio dos membros, em que cada um gravou metade do lado do
vinil como um projeto solo (a noiva de Mason da época faz uma contribuição não
- creditada como flautista). Apesar do álbum ter as gravações solo e ao vivo,
era esperado originalmente que fosse uma mistura de vanguarda, de sons de
instrumentos “achados”. As consequentes dificuldades de gravação e falta de
organização em grupo levou ao fechamento desse projeto. O título é uma gíria
sexual de Cambridge e reflete a atitude da banda naquela época. A banda foi
amplamente experimental no álbum de estúdio, que contém a composição puramente
folk de Waters “Grantchester Meadows”, uma peça de piano dissonante, “Sysyphus”,
uma composição com uma textura mais progressiva, “The Narrow Way”, e um grande
solo de percussão, “The Grand Vizier’s Garden Party”. “Several Species of Small
Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict” é uma
canção de 5 minutos, composta inteiramente pela voz de Roger Waters tocada em
diferentes velocidades, resultando em barulhos que lembram roedores e pássaros.
Grande parte do álbum de estúdio já era tocado ao vivo no concerto conceitual
“The Man & The Journey”. O álbum ao vivo apresenta aclamadas performances
de algumas das mais populares canções da era psicodélica deles, fazendo com que
o álbum fosse mais bem recebido pelos críticos do que os dois álbums
anteriores. A obra foi o trabalho mais popular até essa época, alcançando 5º
posição no Reino Unido e 74º lugar nos EUA.
Atom Heart
Mother, de 1970, foi a primeira gravação da banda com uma orquestra, com
colaboração do compositor de vanguarda Ron Geesin. Um lado do álbum consistia
na faixa-título de quase 24 minutos de duração, uma longa suite de orquestração
de rock. O segundo lado apresentava uma canção de cada membro da banda, até
então vocalistas (“If”, a canção folk-rock de Roger Waters; a levada de blues
“Fat Old Sun” de David Gilmour; e a nostálgica “Summer ‘68?, de Rick Wright).
Outra faixa longa, a “Alan’s Psychedelic Breakfast” foi uma colagem de som, de
um homem cozinhando e comendo um café-da-manhã e seus pensamentos, ligados com
instrumentais. O uso de barulhos, efeitos sonoros incidentais e samplers de voz
seria, no futuro, uma parte importante do som da banda. “Atom Heart Mother”
possui uma das mais enigmáticas capas de álbuns até hoje, estampando a
“Lullubelle III”, foto retirada no interior inglês. Este foi também o primeiro
álbum da banda com grande propaganda. Apesar de “Atom Heart Mother” ter sido
considerado um grande passo para trás pela banda na época, é até hoje
considerado pelos fãs como um dos mais inacessíveis álbuns. Ele teve a melhor
performance da banda nas paradas até então, alcançando o 1º lugar no Reino
Unido e o 55º, nos EUA. Tem sido descrito tanto como “um monte de besteira” por
Gilmour, quanto “jogue-o na gaveta e nunca mais o ouça” por Waters. O álbum foi
um componente desta fase transitória do grupo, explorando diferentes territórios
musicais. A popularidade do álbum permitiu que o Pink Floyd embarcasse em sua
primeira turnê completa pelos EUA.
Antes do
lançamento do seu próximo álbum original, a banda lançou uma coletânea chamada
“Relics”, que continha vários singles do começo da carreira e B-sides, além de
uma canção original (estilo Jazz por Waters, “Biding My Time”, parte do
concerto “The Man/The Journey”, gravada durante as sessões do ‘Ummagumma). Eles
também contribuíram para a trilha sonora do filme “Zabriskie Point”, apesar de
muitas contribuições deles terem sido descartadas pelo diretor Michelangelo
Antonioni.
Era do
estouro: 1971-1975.
Durante esse
período, o Pink Floyd se distanciou da cena psicodélica e se tornou uma banda
distinta, até difícil de se classificar. Os estilos divergentes dos principais
compositores – Gilmour, Waters e Wright – se amalgamaram em uma sonoridade
única. Essa era contém o que muitos consideram serem dois álbuns obras-primas
da carreira da banda, The Dark Side of the Moon e Wish You Were Here. O som se
tornou mais trabalhado e com colaboração de todos, inclundo letras filosóficas
e linhas de baixos mais aparentes de Waters, estilo único de guitarra de blues
de Gilmour e assustadoras melodias de teclados e texturas harmônicas de Wright.
Gilmour foi o vocalista dominante desse período e contribuições de corais
femininos e o saxofone de Dick Parry, se tornaram parte do estilo da
banda.
O som destonal
e duro do começo da carreira da banda abriu caminho para um som bastante suave
e calmo, que chegou ao máximo com “Echoes”. Esse período marcou o fim da era
verdadeiramente colaborativa da banda; depois de 1973, a influência de Waters
se tornou cada vez mais dominante musicalmente e nas letras. A última
composição creditada por Wright e última participação como vocal principal num
álbum de estúdio até Division Bell, de 1994, é desse período (”Shine On You
Crazy Diamond” e “Time”, respectivamente). Os créditos de letra de Gilmour
também diminuíram gradualmente em frequência até a saída de Waters da banda em
1985, embora ele tenha continuado a fazer a voz principal e escrever canções
durante o período. Os últimos laços com Barrett estão presentes em Wish You
Were Here, cuja canção principal, “Shine On You Crazy Diamond”, foi escrita
como tributo e elogio à Barrett.
A sonoridade
da banda foi consideradamente mais focalizada em Meddle (1971), com a canção
épica de 23 minutos, “Echoes”, tomando todo o lado B do álbum. “Echoes” é uma
leve canção de rock progressivo com longos solos de guitarra e teclado, e uma
longa seção intermediária consistindo praticamente só de música sintetizada
produzida por guitarras, órgãos e sintetizadores, complementada por um pedal
wah wah de guitarra ao contrário. Conseguiu-se, dessa forma, algo que soava
como samplers de albatrozes, descrito por Waters como um “poema sônico”. Meddle
foi considerado por Nick Mason como “o primeiro álbum real do Pink Floyd. Ele
introduziu a ideia de um tema a que o álbum pode ser voltado.” O álbum teve som
e estilo bem sucedidos na época em que foi lançado, mas não teve a presença da
orquestra que foi notável em Atom Heart Mother. Meddle também inclui a
atmosférica “One of These Days”, uma canção muito utilizada em concertos,
apresentando uma única linha de voz de Nick Mason (”One of these days, I’m
going to cut you into little pieces”), slide guitar distorcida e com estilo de
blues, e uma melodia que, em certo ponto, se esvai em um pulso sintético,
citando o tema de um clássico programa de TV, Doctor Who. O sentimento
melancólico dos próximos três álbuns está bastante presente em “Fearless”. Essa
faixa mostra influência de folk e contém uma substancial slide guitar em “A
Pillow of Winds”, uma das únicas canções acústicas do Floyd que lidam com amor.
O papel de Waters como escritor começa a tomar forma com sua “San Tropez” em
estilo de jazz, que ele trouxe praticamente completa para a banda. Meddle foi
recebido entusiasticamente por críticos e fãs e alcançou 3º lugar no Reino
Unido. Nos EUA não passou do 70º lugar. De acordo com Nick Mason, isso foi em
parte porque a Capitol Records não promoveu o álbum com publicidade suficiente.
Hoje, Meddle resiste como um dos mais aclamados trabalhos da banda.
Obscured By
Clouds foi lançado em 1972 como trilha sonora para o filme La Valle, outro
filme independente de Barbet Schroeder. Foi o primeiro álbum da banda a chegar
ao Top 50 nos EUA (onde alcançou 46º lugar) e chegou ao 6º lugar no Reino
Unido. Embora Mason tenha descrito o álbum anos depois como “sensacional”, ele
foi pouco aclamado pelos críticos. As letras de “Free Four”, a primeira canção
do Pink Floyd a tocar razoavelmente nas rádios dos EUA, introduziram os pensamentos
da morte do pai de Waters na Segunda Guerra Mundial, o que se repetiria nos
álbuns seguintes. Outras duas canções do álbum, “Wot’s… Uh The Deal” e
“Childhood’s End”, também lidaram com temas que voltaram a ser usados em álbuns
futuros (solidão e desespero), que se tornariam mais comuns na era liderada por
Roger Waters; e temas que também seriam trabalhados bastante no próximo álbum,
como fixação na vida, morte, e a passagem do tempo. “Childhood’s End”,
inspirada no livro do Arthur C. Clarke de mesmo nome, foi a última contribuição
de letra de Gilmour por 15 anos. O álbum foi, de modo geral, diferente em
estilo de Meddle, e as vezes até considerado como folk-rock, blues-rock e
levada de piano soft-rock:”Burning Bridges”, “The Gold It’s in the…” and “Stay”
são os melhores exemplos de cada estilo.
O lançamento
com sucesso em massa de 1973, The Dark Side of the Moon, foi o ápice de
popularidade da banda. O Pink Floyd havia parado de lançar singles depois de
“Point Me at the Sky” em 1968, e nunca havia sido uma banda levada pelos
singles hits, mas Dark Side of the Moon teve um single no Top 20 dos EUA com
“Money”.
O álbum foi o
primeiro a chegar ao 1º lugar das paradas dos EUA, e até Dezembro de 2006 havia
acumulado 15 milhões de unidades vendidas no mercado americano, tornando-se um
dos álbuns com melhor desempenho comercial da história dos EUA. No mundo todo,
Dark Side superou 40 milhões de cópias vendidas. O álbum ficou no Top 200 da
Billboard por 741 semanas (incluindo 591 semanas consecutivas, de 1976 até
1988), um feito sem precedentes que estabeleceu um record mundial. Ele também
permaneceu 301 semanas nas paradas do Reino Unido e, apesar de não ter passado
da 2ª posição lá, foi extremamente bem recebido pelos críticos.O saxofone forma
uma parte importante do som do álbum, expondo a influência de Jazz da banda
(especialmente a de Rick Wright) e cantoras de apoio, fazem uma parte principal
em ajudar a diversificar a textura do álbum. Por exemplo, canções como “Money”
e “Time” são colocadas em ambos sons melancólicos de slide guitar (remanescente
do Meddle) em “Breathe (Reprise)”, e levada, pelo canto feminino “The Great Gig
in the Sky” (com Clare Torry nos vocais principais), enquanto a minimalista em
instrumentos “On the Run” é tocada praticamente inteira em um único
sintetizador. Efeitos sonoros incidentais e partes de entrevistas são
apresentadas ao longo das canções, a maioria delas, gravadas em estúdio. As
entrevistas de Waters começavam com perguntas como “Qual é sua cor favorita?”
uma tentativa em deixar as pessoas mais confortáveis. Então ele perguntava
“Quando foi a última vez que você foi violento? E você estava certo?” Outras
perguntas também eram, “Você tem medo de morrer ?” As letras do álbum e
tentativa de som em descrever as diferentes pressões que a vida no dia a dia
atua no ser humano. Esse conceito (concebido por Waters em uma reunião da banda
por perto da mesa da cozinha do Mason) provou ser poderoso com a banda, e
juntos eles fizeram uma lista de temas, vários, os quais seriam re - utilizados
em álbuns seguintes, como o uso de violência e a futilidade da guerra em “Us
and Them”, e temas como insanidade e neurose discutido em “Brain Damage”. As
complicadas e precisas formas de engenheiro no som do álbum, com Alan Parsons,
ditaram novos parâmetros para fidelidade de som; o que virou um aspecto
reconhecível da banda, e foi um forte forma no que diz a longa permanência nas
paradas do álbum, enquanto audiófilos constantemente trocam suas cópias
desgastadas.
Procurando
capitalizar a sua recém chegada fama, a banda também lançou uma coletânea
chamada A Nice Pair, o que foi uma junção dos dois primeiros álbuns, The Piper
at the Gates of Dawn e A Saucerful of Secrets. E também foi durante esse
período que o diretor Adrian Maben lançou o primeiro filme concerto do Pink
Floyd, o Live at Pompeii. O corte original para os cinemas, apresentava a banda
tocando em 1971 num anfiteatro em Pompeia com nenhum plateia presente, exceto
pela equipe de filmagem e equipe da banda. Maben também gravou entrevistas e os
bastidores da banda durante as sessões de gravações do Dark Side of the Moon
nos estúdios Abbey Road; apesar da cronologia dos eventos indicar que as
sessões de gravação podem ter acontecido depois da gravação, eles promoveram
uma olhada no processo envolvido na produção do álbum. Essas filmagens foram
incorporadas em futuros lançamentos de Live at Pompeii.
Depois do
sucesso do Dark Side, a banda não estava certa sobre sua direção futura e
estava preocupada em como conseguiriam superar a enorme popularidade daquele
álbum. Em retorno ao experimentalismo, eles começaram a trabalhar em um projeto
chamado Household Objects, que consistia em canções tocadas literalmente em
objetos caseiros. No entanto o planejamento do álbum foi logo deixado de lado,
depois que a banda decidiu que seria mais fácil e melhor tocar canções em
instrumentos de verdade. Nenhuma gravação terminada dessas sessões existe, mas
alguns efeitos gravados foram usados no próximo álbum.
Wish You Were
Here, lançado em 1975, carrega um tema abstrato de abstência de qualquer
humanidade dentro da indústria fonográfica e, mais importante, a abstência de
Syd Barrett. Bem conhecido por sua faixa - título, o álbum inclui o grande
instrumental de nove partes “Shine On You Crazy Diamond”, um tributo para
Barrett em que as letras lidam explicitamente com seu declínio. A maioria das
influências musicais do passado da banda foram juntas – teclados atmosféricos,
peças de guitarras de blues, solos de saxofone (por Dick Parry), fusão de Jazz
com agressiva slide guitar – nas várias partes ligadas da suite, culminando
numa marcha fúnebre, tocada por sintetizador, e terminando com uma citação
musical do antigo single “See Emily Play” como final demonstração da liderança
inicial de Barrett na banda. As demais faixas, “Welcome to the Machine” e “Have
a Cigar”, criticam duramente a indústria fonográfica e essa última foi cantada
por cantor folk Roy Harper. Essa foi o primeiro álbum do Pink Floyd a chegar ao
1º lugar das paradas do Reino Unido e dos EUA, e os críticos o aclamam tão
entusiasticamente quanto Dark Side of the Moon.
Em uma
história conhecida, um homem obeso, com cabeça e sombrancelhas inteiramente
raspadas, andou pelo estúdio enquando a banda mixava “Shine On You Crazy
Diamond”. A banda não o reconheceu ele por um tempo, quando de repente um deles
percebeu que ele era Syd Barrett. Quando perguntado como ele chegou àquele
peso, ele respondeu “Eu tenho uma frigideira grande na cozinha e eu estive
comendo bastante carne de porco”. Em uma entrevista em 2001 no documentário da
BBC “Syd Barrett: Crazy Diamond” (lançado posteriormente em DVD como “The Pink
Floyd Story and Syd Barrett Story”), a história é contada por inteira. Rick
Wright disse sobre a sessão, dizendo “Uma coisa que fica na minha mente, que eu
nunca esquecerei; eu estava indo para as sessões de Shine On. Eu fui ao estúdio
e eu vi esse cara sentado no fundo do estúdio, ele estava distante, do mesmo
jeito que eu de você. E eu não o reconheci. Eu disse -quem é aquele cara atrás
de você?- -”Aquele é o Syd”. Eu não acreditei… ele havia raspado todo seu
cabelo… digo, suas sobrancelhas, tudo… ele estava pulando para cima e para
baixo escovando seu dente, aquilo foi horrível. E ah, eu estava, quer dizer,
Roger estava em prantos, eu acho que ele estava; nós estávamos em prantos.
Aquilo foi realmente chocante… sete anos sem contato algum e de repente ele
aparece enquanto estávamos fazendo aquela faixa. Eu não sei – coincidência,
carma, destino, quem sabe? Mas aquilo foi, muito, muito poderoso”. No mesmo
documentário, Nick Mason disse: “Quando eu penso sobre isso, eu ainda posso ver
seus olhos, mas… foi o resto que estava diferente”. Na mesma entrevista Roger
Waters disse: “Eu não tive idéia de quem ele foi por um bom tempo”. David
Gilmour contou: “Nenhum de nós reconheceu ele. Raspado… raspado careca e bem
gordo”. Na versão definitiva de 2006 do documentário, as entrevistas com os
ex-parceiros de banda de Barrett estão inclusas sem edição, com bem mais
detalhes dos sentimentos e ações deles, durante o trágico esgotamento e a saída
de Barrett da banda.
Era Roger
Waters: 1976-1983.
Durante essa
era, Waters tomou cada vez mais e mais controle do trabalho do Pink Floyd.
Waters demitiu Wright depois que o The Wall foi terminado, argumentando que
Wright não estava contribuindo muito, em parte por causa do vicio de cocaína.
Waters declarou que Gilmour e Mason apoiaram a decisão para demiti-lo, mas em
2000, Gilmour declarou que ele e Mason foram contra a demissão. Nick Mason
disse que Wright foi demitido por causa da Columbia Records que ofereceu a
Waters um substancial bônus, para finalizar o álbum a tempo para um lançamento
em 1979. E desde que Wright recusou voltar mais cedo de suas férias de verão,
Waters queria demiti - ló. Wright foi demitido da banda, mas continuou para
terminar o álbum e tocar na turnê como um músico pago.
A maioria das
músicas desse período eram consideradas secundariamente pelas letras, as quais
Waters explora os sentimentos sobre a morte de seu pai na Segunda Guerra
Mundial, e sua crescente atitude de cinismo, contra figuras políticas como
Margaret Thatcher e Mary Whitehouse. A música cresceu mais orientada pela
guitarra com teclados e saxofones, ambos os quais se tornaram, uma grande parte
da textura do contexto da música, junto com efeitos sonoros obrigatórios. Uma
orquestra completa (ainda maior do que a de metais em Atom Heart Mother) faz um
papel significante em The Wall e especialmente The Final Cut.
Por volta de
Janeiro de 1977, e pelo lançamento do Animals (chegando ao 2º lugar no Reino
Unido e 3º nos EUA), a música da banda, veio sob uma crescente crítica da
atmosfera do punk rock, dizendo que eles eram muito pretensiosos, e perderam o
caminho da simplicidade que era o rock and roll.
Animals, no
entanto, considerado mais orientado pela guitarra do que os álbuns anteriores,
tanto pela influência do movimento punk rock quanto pelo fato de que o álbum
foi gravado pelo novo (e por algum acaso, incompleto) estúdio Britannia Row. O
álbum foi o primeiro a não ter uma composição feita por Wright. Animals de
novo, contém canções longas, ligadas por um tema, desta vez, tirado em parte do
livro Animal Farm (O Triunfo dos Porcos em Portugal e A Revolução dos Bichos no
Brasil) de George Orwell, em que usou “Pigs” (Porcos), “Sheeps” (Ovelhas) e
“Dogs” (Cachorros) como metáforas dos membros da sociedade contemporânea.
Apesar da relevante guitarra, sintetizadores ainda fazem uma importante parte
em Animals, mas é carente do trabalho de saxofone e vocais femininos,
utilizados nos últimos dois anteriores álbuns. O resultado no geral é um
trabalho mais hard-rock, ligados por duas partes de uma peça acústica. Muitos
críticos não receberam muito bem o álbum, considerando-o tedioso e vazado;
apesar de outros críticos falarem bem dele, praticamente por causa dessas
razões. Para a capa do encarte, um porco inflável gigante foi considerado para
voar entre as torres da Estação de Energia Battersea (Battersea Power Station).
No entando o vento fez com o que fosse dificil de controlar o balão de porco, e
no final foi necessário inserir a foto do porco na imagem. O porco foi criado
pelo designer industrial e artista Theo Botschuijver. O porco no entanto se
tornou um dos mais memoráveis símbolos do Pink Floyd e porcos infláveis são
utilizados em concertos do Pink Floyd desde então.
A ópera rock
de 1979, The Wall, concebida por Waters, lida com temas como solidão, falha de
comunicação, que foram expressos pela metáfora de um muro construído entre um
artista de rock e sua audiência. O momento decisivo para o concebimento do The
Wall foi durante um concerto em Montreal no Canadá, no qual Roger Waters cuspiu
num membro da platéia enquanto este tentava subir para o palco – esse foi o
ponto onde Waters sentiu a alienação entre a plateia e a banda. O álbum deu
críticas renomadas ao Pink Floyd e seu único single, que alcançou o topo das
paradas “Another Brick in the Wall (Part 2)”. The Wall também contém faixas que
seriam comuns em concertos posteriormente, como “Comfortably Numb” e “Run Like
Hell”, que são duas das mais conhecidas canções do grupo.
O álbum foi co
- produzido por Bob Ezrin, um amigo de Waters que divide com ele os créditos em
“The Trial”. Ainda mais do que as sessões do Animals, Waters estava certo sobre
sua influência artística e liderança sobre a banda, usando a boa situação
financeira da banda a seu favor, o que trouxe conflito com os outros
integrantes. A música se tornou distintivamente mais hard rock, apesar de
grandes orquestrações em algumas faixas lembram um período passado e têm-se
algumas composições mais calmas também, como “Goodbye Blue Sky”, “Nobody Home”,
e “Vera”. A influência de Wright foi completamente minimizada e ele foi
demitido da banda durante as gravações, somente retornando com um salário fixo,
para tocar nos concertos. Ironicamente, Wright foi o único membro do Pink Floyd
que ganhou algum dinheiro dos shows da turnê do The Wall, os quais passaram por
várias cidades – incluindo Dortmund, Londres, Los Angeles, Nova Iorque –
durante várias noites, e o resto teve que bancar o custo alto dos mais
espetaculares concertos até então. Em 1989, depois do Muro de Berlin cair na
Alemanha, Roger Waters concordou em tocar o The Wall Ao vivo, aonde ficava
originalmente o Muro de Berlin.
Apesar de
nunca ter chegado ao 1º lugar das paradas do Reino Unido (chegou ao 3º), The
Wall ficou 15 semanas no topo das paradas dos EUA em 1980. Críticos o receberam
bem, e ele foi chegou aos 23 álbuns de platina pela RIAA pelas vendas de 11,5
milhões de cópias do álbum duplo somente nos EUA. O enorme sucesso comercial do
The Wall fez do Pink Floyd os únicos artistas desde os Beatles a terem os
álbuns mais vendidos de dois anos (1973 e 1980) em menos de uma década.
Um filme com
intitulado Pink Floyd: The Wall foi lançado em 1982, incorporando praticamente
toda a música do álbum. O filme, escrito por Waters e dirigido por Alan Parker,
estrelou o fundador do Boomtown Rats, Bob Geldof, o qual regravou a maioria dos
vocais, e ainda apresenta animação pelo notável artista e cartunista britânico,
Gerald Scarfe. Leonard Maltin, um crítico de cinema, se refere ao filme como “o
maior video de rock do mundo, e certamente o mais depressivo”, mas o filme
arrecadou mais de quatorze milhões nas bilheterias norte-americanas. Uma canção
que apareceu no filme “When the Tigers Broke Free”, foi lançada como single. A
canção foi lançada depois na coletânea Echoes: The Best of Pink Floyd e no
re-relançamento do The Final Cut. Também no filme, há a canção “What Shall We
Do Now?”, que foi cortada do álbum original devido a duração do vinil. As
únicas canções do álbum que não foram usadas, foram “Hey You” e “The Show Must
Go On”. O álbum The Final Cut de 1983 foi dedicado ao pai de Waters, Eric
Fletcher Waters. Ainda mais sombrio em sonoridade que o The Wall, esse álbum
re-examinou vários temas anteriormente discutidos, mas se dirigindo à fatos da
época, incluindo a raiva de Waters da participação da Inglaterra na Guerra das
Malvinas, a culpa que ele colocou nos líderes políticos (”The Fletcher Memorial
Home”). E conclui com uma visão cínica de uma possível guerra nuclear (”Two
Suns in the Sunset”). Michael Kamen e Andy Bown contribuíram com trabalho de
piano, por causa da saída de Richard Wright (que não foi formalmente anunciada
antes do lançamento do álbum).
Apesar de
tecnicamente ser um álbum do Pink Floyd, o nome da banda não aparece escrito no
encarte do LP, somente atrás aparece: “The Final Cut – Um requiém para o sonho
do pós-guerra por Roger Waters, tocado pelo Pink Floyd: Roger Waters, David
GIlmour e Nick Mason”. Roger Waters recebeu os créditos totais para o álbum, o
que se tornou um protótipo do som que ele fará em próximos álbuns em sua
carrreira solo. Waters disse que ele ofereceu lançar o álbum como um álbum
solo, mas o resto da banda rejeitou a idéia. No entando, no seu livro Inside
Out, Nick Mason diz que isso nunca aconteceu. Gilmour declarou que pediu a
Waters para segurar o lançamento do álbum, para que então pudesse escrever
material suficiente para contribuir, mas esse pedido foi negado. O tom da
canção é bastante similar ao do The Wall mas também mais quieto e suave,
lembrando canções como “Nobody Home” mais do que “Another Brick in the Wall
(Part 2)”, por exemplo. Ele também é mais repetitivo, com certos temas que
aparecem repetidamente pelo álbum. Teve somente sucesso moderado com os fãs
(atingindo 1º lugar no Reino Unido e 6º nos EUA), mas recebeu razoáveis elogios
do críticos. O álbum teve um pequeno hit, “Not Now John”, a única faixa
hard-rock do álbum (e a única em particular em ter Gilmour cantando). As
discussões entre Waters e Gilmour nesse ponto eram tão ruins que eles supostamente
não eram visto gravando no mesmo estúdio simultaneamente. Gilmour disse que ele
queria continuar a fazer rock de boa qualidade, e sentiu que Waters estava
construindo sequências de peças de canções, meramente como um veículo para suas
letras críticas sociais. Waters diz que seus companheiros de banda nunca
entenderam completamente a importância dos comentários sociais que ele fazia.
Pelo fim da gravação, o crédito de co - produção de Gilmour foi tirado do
encarte do álbum (apesar de ele ter recebido os direitos autorais). Não houve
turnê para esse álbum, apesar de as canções do álbum terem sido apresentadas
por Waters em suas futuras turnês solos.
Depois do
Final Cut, a Capitol Records lançou a coletânea Works, que fez com que a faixa
de Waters de 1970, “Embryo” estivesse disponível pela primeira vez em um álbum
do Pink Floyd. Os membros da banda foram para seus caminhos separados e
gastaram tempo trabalhando em projetos individuais. Gilmour foi o primeiro a
lançar seu álbum solo About Face em Março de 1984. Wright juntou forças com
Dave Harris para formar uma banda nova, Zee, a qual lançou o álbum experimental
Identity um mês depois do projeto de Gilmour. Em Maio de 1984, Waters lançou
The Pros and Cons of Hitch Hiking, um álbum conceitual que já havia sido
proposto para a banda. Waters o havia escrito ao mesmo tempo que The Wall, e
quando propôs ambos projetos para a banda, decidiu-se por The Wall. Um ano
depois dos projetos dos companheiros de banda, Mason lançou o álbum Profiles,
em conjunto com Rick Fenn, o qual teve participações de Gilmour e o tecladista
Danny Peyronel.
Era David
Gilmour: 1987-1995.
Em Dezembro de
1985 Waters anunciou que estava saindo do Pink Floyd e descreveu a banda como
“uma força criativa desgastada”, embora em 1986 Gilmour e Mason começassem a
gravar um novo álbum para o Pink Floyd. Ao mesmo tempo, Roger Waters estava
trabalhando em seu outro álbum solo, chamado Radio K.A.O.S. (1987). Uma disputa
legal foi inciada por Waters, reivindicando que o nome “Pink Floyd” deveria ser
colocado de lado, mas Gilmour e Mason seguraram sua convicção que eles tinham
direitos legais para continuar com o “Pink Floyd”. O processo acabou se
acertando por um acordo fora dos tribunais. Depois de considerar e rejeitar
muitos títulos, o novo álbum foi lançado como A Momentary Lapse of Reason (que
alcançou 3º lugar no Reino Unido e 3º nos EUA). Sem Waters, que foi
dominantemente o letrista da banda por uma década, a banda recebeu ajuda de
escritores de fora. Como o Pink Floyd nunca havia feito isso antes (exceto
pelas contribuições orquestrais com Geesin e Ezrin), essa atitude recebeu
muitas críticas. Ezrin, que renovou a sua amizade com Gilmour em 1983 quando
Ezrin co - produziu o álbum About Face, tanto co-produziu como foi um dos
escritores, além de Jon Carin, que escreveu a canção “Learning to Fly” e tocou
bastante dos teclados do álbum. Wright também retornou, e inicialmente foi
colocado como um músico assalariado durante as finalizações das gravações, se
juntando oficialmente à banda em sua nova turnê.
Mais tarde,
Gilmour admitiu que Mason e Wright tiveram pouca participação no álbum. Por
causa das poucas contribuições de Mason e Wright, alguns críticos dizem que A
Momentary Lapse of Reason deveria ser considerado como um trabalho solo de
Gilmour, do mesmo jeito que The Final Cut seria um trabalho solo de
Waters.
Um ano depois,
a banda lançou o álbum ao vivo Delicate Sound of Thunder (1988) e mais tarde
gravou instrumentais para um filme clássico de corrida, chamado La Carrera
Panamericana, filmado no México e com Gilmour e Mason participando como
motoristas participativos. Durante a corrida, Gilmour e o agente Steve O’Rourke
(como seu guia) bateram. O’Rourke teve sua perna quebrada, mas Gilmour saiu
somente com alguns arranhões. Os instrumentais são notáveis por incluírem o
primeiro material do Pink Floyd co-escritos por Wright desde 1975, tanto como o
único material co-escrito por Mason desde Dark Side of the Moon.
The Divison
Bell foi outro álbum conceitual, de alguns jeitos representando a visão de
Gilmour nos mesmos temas que Waters discutiu em The Wall. O título foi sugerido
para Gilmour pelo seu amigo Douglas Adams. Várias das letras foram co-escritas
pela namorada do Gilmour na época, Polly Samson, a qual ele casou-se logo
depois do lançamento do álbum. Apesar de Samson, o álbum conteve a maioria dos
músicos que participaram da turnê do Momentary Lapse. Anthony Moore, que co -
escreveu letras para várias canções do álbum anterior, divide composição com
Wright, que teve sua primeira canção em que teve voz principal desde Dark Side
of The Moon, em “Wearing the Inside Out”. A escrita de Moore continuou em
praticamente todas as canções do álbum solo de Wright, Broken China.
A banda lançou
o álbum Ao vivo P·U·L·S·E em 1995. Ele chegou ao 1º lugar das paradas dos EUA e
contém canções que foram gravadas da turnê do Division Bell no Earls Court em
Londres. O concerto do Division Bell é uma mistura do clássico e do Pink Floyd
moderno. O concerto em Earls Court marcaria a primeira vez que a banda tocou
inteiramente o Dark Side of the Moon em duas décadas. Versões de VHS e
Laserdisc do concerto de 20 de Outubro de 1994 também foram lançadas. Uma
versão de DVD também foi lançada em 2006 e rapidamente caiu nas paradas. A
caixa de cd de 1994 tinha um LED, o que fazia com que um ponto vermelho
piscasse (pulsasse) uma vez por segundo, como uma batida de coração. Mais
tarde, em 1995, a banda recebeu seu primeiro e único prêmio Grammy para Melhor
Performance de Instrumental de Rock com “Marooned”.
Trabalho solo
e mais: 1995-presente.
Em 17 de
Janeiro de 1996, a banda foi indicada ao Hall da Fama do Rock and Roll pelo
líder da banda Smashing Pumpkins, Billy Corgan. Roger Waters não compareceu,
ainda sendo contra seus antigos parceiros de banda. No seu discurso de entrada,
Gilmour disse “Eu terei que pegar um pouco mais desse para nossos dois
integrantes que começaram a tocar em diferentes tons; Roger e Syd…” Apesar de
Mason estar presente quando aceitaram o prêmio, ele não se juntou a Gilmour e
Wright (e Billy Corgan) para sua performance acústica de “Wish You Were
Here”.
Uma gravação
Ao vivo do The Wall foi lançada em 2000, compilada em shows de Londers em
1980-1981, com o nome de Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81. Ele
chegou ao 19º lugar nas paradas dos EUA. Em 2001, um disco duplo com as canções
mais conhecidas da banda, chamado de Echoes: The Best of Pink Floyd, foi
lançado. Gilmour, Mason, Waters e Wright, todos colaboraram na edição,
sequenciação e seleção das canções para as faixas. Pequenas controvérsias
seriam que as canções não seguem uma ordem cronológica e apresentam material
fora do contexto dos álbuns originais. Algumas das faixas, como “Echoes”, “Shine
On You Crazy Diamond”, “Sheep”, “Marooned”, e “High Hopes” tiveram seções
substancialmentes retiradas delas. O álbum chegou ao 2º lugar das paradas do
Reino Unido e dos EUA.
Em 2003, um
relançamento do Dark Side of the Moon em SACD foi feito, como novo encarte e
capa. Um relançamento do Wish You Were Here está sendo trabalhado, mas sem
datas de lançamento anunciadas até agora. O livro de Nick Mason “Inside Out: A
Personal History of Pink Floyd” foi publicado em 2004 na Europa e em 2005 nos
EUA. Mason fez aparições públicas em promoção do livro em algumas cidades da
Europa e dos EUA, dando entrevistas e autografando livros. Alguns fãs dizem que
ele disse que preferia estar em turnê com a banda do que uma turnê com o
livro.
O agente do
Pink Floyd de longa data, Steve O’Rourke morreu em 30 de Outubro de 2003.
Gilmour, Mason e Wright se reuniram no seu funeral e tocaram “Fat Old Sun” e
“The Great Gig in the Sky” na Catedral de Chichester, como homenagem. Dois anos
depois, em 2 de Julho de 2005, a banda se reuniu uma vez de novo, em uma
performance em Londres no Live 8. Desta vez, no entanto, eles se juntaram com
Waters – a primeira vez que todos os quatros integrantes estiveram num palco em
24 anos. A banda tocou um set de quatro canções consistindo em “Speak to
Me/Breathe/Breathe (Reprise)”, “Money”, “Wish You Were Here” e “Comfortably
Numb”, com Gilmour e Waters dividindo os vocais. No final da performance
Gilmour agradeceu “muito obrigado, boa noite” e começou a sair do palco. Waters
chamou ele de volta, e então a banda deu uma abraço coletivo, que se tornou uma
das imagens mais famosas do Live 8.
Na semana
depois do Live 8, houve um renascimento em interesse sobre o Pink Floyd. De
acordo com a cadeia de empresas HMV, as vendas de Echoes: The Best of Pink
Floyd aumentaram em 1343%, enquanto Amazon.com constatou aumento das vendas do
The Wall em 3600%, Wish You Were Here em 2000%, The Dark Side of the Moon em
1400% e Animals em 1000%. Subsequentemente David Gilmour declarou que ele
doaria a sua parte dos lucros desse aumento para caridade, e incentivou todos
os outros artistas e gravadoras que se envolveram com o Live 8 a fazerem o
mesmo. Em 16 de Novembro de 2005, o Pink Floyd foi indicado no Hall da Fama da
Música do Reino Unido por Pete Townshend. Gilmour e Mason compareceram em
pessoa, explicando que Wright estava num hospital devido a uma cirurgia no olho
e Waters apareceu numa transmissão via satélite, de Roma.
David Gilmour
lançou seu terceiro álbum solo, On an Island, em 6 de Março de 2006 e começou
uma turnê de pequenos shows na Europa, Canadá e EUA e com a banda estavam
juntos Richard Wright e, durante muitas vezes para o Bis, Nick Mason. Durante a
turnê, ele tocou o primeiro single do Pink Floyd, “Arnold Layne”. Waters foi
convidado para se juntar a ele em Londres, mas os últimos ensaios para sua
turnê de 2006 o fizeram a recusar. Mason se juntou a Waters em 29 de Junho de
2006 na segunda metade do show em Cork na Irlanda, onde ele tocou todo o Dark
Side of the Moon.
Waters e
Wright trabalharam ambos em álbuns solo, e existe rumores que Waters estaria
fazendo uma versão musical da Broadway de The Wall, com canções extras escritas
por Waters. Waters também embarcou em sua turnê mundial “The Dark Side of the
Moon Live Tour”, e o repertório consistiu no Dark Side of the Moon inteiro,
junto com algumas seleções de canções do Pink Floyd e algumas poucas canções
solo da carreira do Waters. Waters também contribuiu com a canção “Hello (I
Love You)”, co - escrita por Howard Shore, para o filme de 2007, “A Chave do
Universo” (The Last Minzy). Waters teve a sua ópera “Ça Ira” executada no
Brasil durante o 12º Festival de Ópera de Manaus, com espetáculos nos dias 15,
22 e 24 de Abril de 2008. Durante o espetáculo do dia 15 Waters estará
presente.
O tecladista e
membro fundador do Pink Floyd, Richard Wright, morreu segunda-feira, 15 de
Setembro de 2008, aos 65 anos após uma curta batalha contra o câncer, conforme
anunciou seu assessor. Com certeza, os fãs irão sempre se lembrar do grande
músico que foi, e sentirão sua falta.
Direções
futuras.
Muitos fãs
expressaram esperança de que a apresentação do Live 8 os levariam a uma turnê
de reunião, e uma oferta que bateu recordes, de US$250 milhões foi oferecida
para uma turnê mundial, mas a banda deixou claro que não existem planos para
tal. Nas semanas depois do show, no entanto, as rixas entre os membros,
pareciam ter se acertados. Gilmour confirmou que ele e Waters estavam em
“termos amigáveis”, mas Waters têm apresentado comentários conflitantes desde
então, com afirmações que variam de “Eu posso rolar por um show, mas eu não
poderia rolar por uma grande turnê” e “Eu espero que nós o façamos de novo”,
mas recentemente, suas afirmações indicam seu desejo por tocar de novo, não por
uma turnê, mas por um evento similar ao Live 8.
Em 31 de
Janeiro de 2006, David Gilmour apresentou uma afirmação em nome do grupo
dizendo que não existem planos para uma reunião, indo contra os rumores que a
mídia fizera. Gilmour, mais tarde, afirmou numa entrevista ao La Republica que
ele terminou com o Pink Floyd, e espera se focar em seus projetos solos e sua
família. Ele menciona que concordou tocar no Live 8 com Waters para apoiar a
causa, para fazer as pazes com Waters, e sabendo que ele se arrependeria se não
o fizesse. No entanto, ele afirma que o Pink Floyd estaria ansioso para tocar
em um concerto “que apoiasse os acordos de paz de Israel e Palestina”. Então
falando com a Billboard, Gilmour mudou seu sentimento “terminou com Pink Floyd”
para “quem sabe”. Uma apresentação surpresa, pela formação do Pink Floyd pós -
Waters, com David Gilmour, Rick Wright e Nick Mason ocorreu na última
apresentação do Gilmour no Royal Albert Hall em 31 de Maio de 2006, enquanto os
3 tocaram “Wish You Were Here” e “Comfortably Numb”.
2007 foi o
aniversário de 40 anos em que o Pink Floyd assinou com a EMI, e o aniversário
de 40 anos do lançamento dos 3 primeiros singles “Arnold Layne”, “See Emily
Play” e “Apples and Oranges” e do seu primeiro álbum The Piper at the Gates of
Dawn. Isso foi marcado pelo lançamento de uma edição limitada contendo mixagens
estéreo e mono do álbum, além de faixas dos singles e gravações raras.
Em 10 de Maio
de 2007, Roger Waters tocou em um concerto em homenagem ao Syd Barrett no
Centro Barbican em Londres. Isso foi seguido de uma apresentação surpresa pelo
Pink Floyd pós - Waters, com David Gilmour, Rick Wright e Nick Mason de “Arnold
Layne” para um estrondoso aplauso e uma ovação em pé. Mas esperanças de um
próximo show de reunião com a formação clássica foi descartada quando Waters
não tocou com o grupo. Roger Waters subiu ao palco aos gritos de “Pink Floyd!”
ao qual ele respondeu “Mais tarde.” Gilmour, Mason e Wright subiram ao palco
aos gritos de “Roger Waters!” ao qual Gilmour respondeu educadamente, “Yeah,
ele esteve aqui também, agora o resto de nós.”
Mais
recentemente, Waters se tornou mais e mais aberto para uma reunião com o Pink
Floyd. Em uma entrevista em 2007 ele disse “Eu não teria nenhuma problema se o
resto deles quisesse se juntar de novo. E isso nem precisaria acontecer para
salvar o mundo. Isso poderia acontecer somente por ser divertido. E as pessoas
o adorariam.”
Em 24 de
Setembro de 2007, Gilmour afirmou sobre uma reunião futura do Pink Floyd, de
qualquer jeito, sendo ela com Roger Waters ou não; “Eu não sei porque eu
gostaria de voltar atrás para aquela coisa antiga. É bastante retrogressivo. Eu
quero olhar para frente, e olhando para trás não é minha alegria.”
Em 10 de
Dezembro (Reino Unido) e 11 de Dezembro (EUA), o Pink Floyd lançou um novo box,
Oh, By the Way contendo todos os 14 álbuns de estúdio com suas respectivas
atuais remasterizações, encarte original de vinil, mais encarte por Storm
Thorgenson.
No dia 21 de
Maio de 2008, O Pink Floyd recebeu o prêmio Polar na cidade de
Estocolmo,Suécia. O júri declarou que sua decisão foi baseada na importância do
Pink Floyd para a evolução da música popular, por uni-la à arte, em sua
proposta experimental, e por seu sucesso “capturar e formar reflexões e
atitudes para toda uma geração”. O júri declarou ainda que a banda “inspirou e
marcou o caminho para o desenvolvimento do rock progressivo”.
Em julho de
2014, foi anunciado que os membros do Pink Floyd vão editar em outubro de 2014
um novo álbum "Endless River", o primeiro dos últimos 20 anos. O novo
trabalho tem como base material inédito registado em 1994, durante as sessões
de gravação de "Division Bell".
No dia 7 de
Novembro de 2014, o Pink Floyd lança seu mais novo e último álbum intitulado
"The Endless River", encerrando suas atividades oficialmente logo
após o lançamento do mesmo.
Espectáculos
ao vivo.
O Pink Floyd é
reconhecidos pelos seus prodigiosos espetáculos ao vivo, que combinam as mais
modernas experiências visuais com a sua música para criar um espetáculo onde os
próprios artistas são quase secundários. Os Pink Floyd, nos seus primeiros
tempos, foram das primeiras bandas a usar jogos de luzes próprios nos seus
espetáculos, projetavam slides e filmes e formas psicodélicas numa grande tela
circular. Mais tarde foram adicionados aos espetáculos efeitos especiais,
incluindo lasers, pirotecnia e balões gigantes (um suíno gigante flutuava sobre
a audiência durante a atuação de “Pigs” do álbum Animals).
O espetáculo
mais elaborado que os Floyd montaram foi o da digressão de The Wall, no qual um
grupo de músicos contratados tocava a primeira canção usando máscaras de
borracha (provando assim que os membros da banda não eram reconhecidos pelas
suas personalidades individuais). Depois, um gigantesco muro era erguido, separando
a banda da audiência e que no final do espetáculo era demolido por explosões.
Este espetáculo foi recriado por Roger Waters em 1990 no meio das ruínas do
Muro de Berlim, convidando para o efeito músicos conhecidos como Bryan Adams,
Van Morrison, Scorpions, The Band, Joni Mitchell, Cyndi Lauper e Sinéad
O’Connor.
Os prodigiosos
espetáculos ao vivo serviram também de base ao grupo de rock ficcionário
Disaster Area de Douglas Adams (criadores do maior barulho do Universo, que
usavam chamas solares nas suas actuações) na série The Hitchhiker’s Guide to
the Galaxy. Douglas Adams era amigo pessoal de Gilmour e tocou guitarra em um
dos últimos concertos da tournée de “The Division Bell”, sendo que em uma das
datas era seu 42º aniversário.
Em Lisboa.
A 22 e 23 de
Julho de 1994, o Pink Floyd tocou pela primeira vez em Portugal, no antigo
Estádio José Alvalade, no qual estiveram presentes 120 mil pagantes (60 mil em
cada um dos espectáculos, que é a lotação esgotada do estádio). Nesta digressão
europeia, Portugal foi escolhido para o primeiro espectáculo. Segundo diversas
opiniões o primeiro espectáculo ao termos sonoros foi melhor, outros dizem
somente que estava mais alto o volume.
No Brasil
(Rogers Waters)
Pela segunda
vez no Brasil (a primeira vez ocorreu em março de 2002), Roger Waters resolve
realizar shows no Brasil, onde a banda pela qual ele fez parte por vários anos,
jamais passou. E com a promessa de tocar o aclamado álbum The Dark Side of the
Moon. Dito e feito. Um dos shows realizados em São Paulo ocorreu em 24 de março
de 2007 no estádio do Morumbi. Com pouco mais de 40 mil fãs, Roger abriu o show
com a tradicional In the Flesh (The Wall) com direito a fogos de artifício e um
show de iluminação.
Após clássicos
como Shine On You Crazy Diamond e Wish You Were Here, o público delira quando
ele toca Sheep e um porco voador rodeia o estádio e é solto no céu estrelado da
noite. Depois do intervalo de dez minutos, Roger volta para tocar o álbum The
Dark Side of the Moon.
Integrantes.
Atualmente.
Nick Mason – bateria (1964-Presente)
David Gilmour – vocal,
guitarra (1968-Presente)
Roger Waters – baixo, vocal
(1964-1985)
Syd Barrett – Vocal, guitarra
(1964-1968)
Richard Wright –
teclado, vocal secundário (1964-1981, 1987-2008)
Os músicos abaixo não
são ou foram membros oficiais do Pink Floyd, mas contribuíram
significativamente com a banda em estúdio ou apresentações ao vivo:
Guy Pratt – baixo e vocal
Jon Carin – teclado e vocal
Sam Brown – vocal de
fundo
Bob Ezrin – producão, teclado e
composição
Ron Geesin –
orquestração e composição
Roy Harper – vocal
Michael Kamen –
orquestração e teclado
Carol Kenyon – vocal de
fundo
Dick
Parry – saxofone
Tim
Renwick – guitarra
Clare Torry – vocal e
vocal de fundo
Gary
Wallis – percussão
Snowy White –
guitarra


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