
Dream Theater é uma banda de
metal progressivo oriunda dos Estados Unidos e formada em meados dos anos 80.
Tornaram-se numa das bandas do movimento progressivo mais bem sucedidas desde o
auge do rock progressivo em meados dos anos 70.
A banda é conhecida pela
qualidade técnica de cada um de seus integrantes, tendo ganhado vários prêmios
por revistas especializadas. São muito respeitados por grandes nomes do rock e
metal, tendo colaborado com vários outros músicos de renome. Em um exemplo
famoso, John Petrucci foi nomeado como o terceiro guitarrista do G3, juntamente
com Steve Vai e Joe Satriani, seguindo a trilha de guitarristas como Eric
Johnson, Robert Fripp e Yngwie Malmsteen.
Dream Theater também é conhecido
por sua versatilidade em estilos musicais, o que tornou possível à banda entrar
em turnê com diversas bandas, que incluem Frank Zappa, Deep Purple, Emerson
Lake & Palmer, Iron Maiden, Joe Satriani, Marillion, Megadeth, In Flames,
Pain of Salvation, Porcupine Tree, Queensrÿche, Fear Factory, Enchant, Symphony
X, Pink Floyd, Yes e Rush.
História.
O início.
A banda foi fundada em meados da
década de 80 por alunos da "Berklee College of Music", em Boston.
Inicialmente formado por John Petrucci (guitarra) e John Myung (baixo), que
depois conheceram Mike Portnoy (bateria) e decidiram fundar uma banda. Posteriormente
chamam o vocalista Chris Collins e o tecladista Kevin Moore para completarem o
grupo.
Antes de se chamarem Dream
Theater, sugestão do pai de Mike e nome de uma sala de espetáculos na
Califórnia, eram conhecidos por Majesty. Este nome surgiu durante um concerto
dos Rush, durante a sua turnê Power Windows. John Petrucci, John Myung e Mike
Portnoy dormiram na rua para poderem comprar ingressos para assistir ao
espetáculo e ao ouvirem a canção Bastille Day surge o comentário de que aquela
música era majestosa, ficando assim o nome. Contudo, descobriu-se que já
existia uma banda de jazz com o mesmo nome.
1988-1994.
A banda lançou a sua primeira
demo com seis músicas, uma amostra de seu metal progressivo com referências da
música clássica que influenciaria muitas bandas no futuro. Após isso eles
demitem o vocalista Chris Collins, que não conseguiu se adaptar ao estilo que a
banda procurava. Para substituí-lo chamaram Charlie Dominici, e com essa
formação gravaram o primeiro disco da banda, intitulado When Dream and Day
Unite. O disco foi bem aceito pela crítica e bem difundido nas rádios, que
possibilitou um reconhecimento dos fãs e shows em pequenos clubes, sempre
lotados.
Novamente, por diferenças
musicais, despediram seu vocalista. Por um bom tempo não tiveram um vocalista
fixo, mas mesmo assim não cessaram de compor novas músicas, nem de fazer
apresentações mesmo instrumentais. As músicas instrumentais compostas dariam
origem ao álbum Images and Words. Nesse período pela banda passaram no vocal
John Arch, Steve Stone e Chris Cintron. Mas finalmente surgiria o vocalista
ideal. Era Kevin Labrie, o vocalista da banda canadense Winter Rose. A partir
de então se juntou a banda adotando o nome de James Labrie, no intuito de
evitar confusões com Kevin Moore e não deixar a banda com dois Kevins e dois
Johns.
Em 1992, lançaram o Images and
Words e então foram convidados para abrir alguns shows do Iron Maiden. Tiveram
uma excelente recepção pela MTV e estouraram as vendas de “Images and Words” no
Japão, levando a banda a fazer sua primeira turnê mundial. Quando estavam
gravando o terceiro disco o tecladista Kevin Moore resolveu abandonar a banda
para seguir carreira solo. Sem um substituto para Kevin, terminaram as
gravações de Awake (álbum que contém a faixa "The Silent Man")
(900.000 CDs vendidos), que rapidamente conquistou o mercado americano e
europeu. Pouco depois o lugar de Moore seria ocupado por Derek Sherinian (que
havia tocado em turnês com o Kiss e Alice Cooper).
1995-1998.
Em 1995 foi lançado o EP A Change of Seasons,
contendo a gigantesca faixa homônima (com seus 23:09 minutos) e ainda alguns
covers ((Funeral For a Friend/Love Lies Bleeding, de Elton John, "Perfect
Strangers", do Deep Purple, as fusões de The Rover, Achilles Last Stand e
The Song Remains The Same, do Led Zeppelin, e de In The Flesh?, Carry On Wayard
Son, Bohemian Rhapsody, Lovin Touchin, Squeezin, Cruise Control e Turn It On
Again, respectivamente do Pink Floyd, Kansas, Queen, Journey, Dixie Dregs e
Genesis) gravados ao vivo no Ronnie Scott's Jazz Club, em Londres.
O quarto álbum, Falling into
Infinity, chegou em 1997 com músicas um pouco mais melódicas, não tão
agressivas quanto Awake. O disco apresenta um Dream Theater mais focado em
canções (com passagens instrumentais tradicionais ainda) e acessibilidade
devido a pressão da gravadora para que a banda tivesse sucesso comercial. O
tiro saiu pela culatra, embora o disco mesmo em suas canções mais acessíveis
seja excelente. Na verdade, é incorreto dizer que Derek Sherinian influenciou a
banda a compor canções mais comerciais, já que ele compôs as partes mais
técnicas do álbum. Basta também ver os discos solo do tecladista. Devido à
pressão da gravadora, Mike Portnoy quis deixar a banda, mas foi convencido a ficar,
já que ainda havia a turnê do álbum a ser realizada. No entanto, conforme já
mencionado trata-se de um álbum excelente. Antes de o disco sair, a banda
entrou em tour, inclusive passando pelo Brasil, em 1997.
Em 1998, a banda lançou seu
segundo disco ao vivo, Once In a Live Time. Um vídeo, nomeado 5 Years in a
LiveTime surgiu também, com os principais momentos da banda nos últimos 5 anos.
Após isso, o Dream Theater revelou que estava trocando de tecladista, alegando
que com o disco ao vivo estavam encerrando uma fase de sua história e, por fim,
inserindo Jordan Rudess no lugar de Derek.
1999 e a Repercussão de Scenes
From a Memory.
Em Outubro de 1999, foi lançado
Scenes From a Memory, um álbum descrito por Mike Portnoy como algo que ele
sempre quis fazer. O álbum teve grande sucesso e repercussão.
Durante a turnê mundial a banda
gravou, em Nova York, um DVD contando com uma super-produção, com direito a
corais, convidados e telão. O show, de três horas e meia, seria lançado com um
CD triplo. A data do lançamento, infelizmente, coincidiu com os atentados de 11
de Setembro de 2001, e mais infelizmente ainda, a capa do CD trazia as torres
gêmeas dentro de chamas. Todos os CDs foram recolhidos e a capa refeita,
trazendo o símbolo da banda no lugar da maçã (que fazia alusão à cidade de Nova
Iorque - "Big Apple") e das torres.
Entretanto, alguns poucos CDs com
a capa original, com as torres gêmeas em chamas, continuam nas mãos de fãs e
colecionadores. Tais CDs passaram a ser considerados raridades.
2002-2005.
Mas isso não abalou a
criatividade da banda, que se fechou para gravar um novo álbum, um disco duplo,
experimental e controverso, intitulado Six Degrees of Inner Turbulence, lançado
em 2002. Trazia músicas bem extensas no primeiro CD, e um épico impressionante
de 42 minutos de duração, dividido em 8 partes no segundo CD.
Após a turnê mundial do álbum ser
bem sucedida, lançaram, no final de 2003, o álbum Train of Thought, que, como o
álbum anterior muda um pouco a linha musical da banda, levando a crítica
severas de fãs antigos. Um álbum mais pesado do que os álbuns anteriores, não
deixando o progressivo, nem a virtuosidade e a técnica da banda de lado,
destancando as faixas "As I Am", "Endless Sacrifice" e
"In the Name of God".
Em 2004 novamente Dream Theater
realiza gravações ao vivo, e lança um DVD em álbum triplo Live at Budokan.
Gravado no Budokan Hall, em Tokyo - Japão, local onde grandes bandas e músicos
como Beatles, Ozzy Osbourne, Eric Clapton e Bob Dylan já tocaram. O DVD traz as
principais faixas do álbum Train of Thought e faixas dos outros álbuns, dando
destaque para um medley instrumental mostrando toda a técnica e destreza dos
integrantes da banda chamado de Instrumedley, que passa por trechos de várias
músicas instrumentais dos Dream Theater, inclusive por algumas do Liquid
Tension Experiment, projeto instrumental paralelo dos membros da banda.
Em meados de 2005 a banda lança
seu oitavo álbum, Octavarium, marcando vinte anos da existência da banda,
caracterizado como algo "incrivelmente lindo" pelo baterista Mike
Portnoy. Destaque para mais uma música épica, Octavarium, com seus 24 minutos.
Destaca-se também a continuação da compilação de Portnoy Alcoholics Anonymous
Suite. Em dezembro do mesmo ano, os DT voltaram ao Brasil com 3 shows.
A banda, que no dia 1° de abril
de 2006 gravou um DVD em Nova York para comemorar seus 20 anos de carreira,
surpreendeu o público tocando clássicos e músicas do último CD com a presença
de uma orquestra, o DVD foi lançado dia 29 de agosto do mesmo ano, intitulado
"Score".
2007-2008.
Foi lançado o álbum Systematic
Chaos e a banda iniciou a Chaos in Motion World Tour 2007-2008, onde passou
pelo Brasil nos dias 7, 8 ,9 e 10 de março de 2008 nas cidades de São Paulo
(realizando um show a céu aberto para quase 15 mil pessoas, no estacionamento
do Credicard Hall), Rio de Janeiro e Belo Horizonte, respectivamente. No dia 1º
de abril de 2008, foi lançada a primeira coletânea da banda, um CD duplo
intitulado Greatest Hit (...and 21 Other Pretty Cool Songs). O título do álbum
é uma brincadeira referindo-se à música "Pull Me Under", que foi o
único verdadeiro hit de sucesso do grupo.
Um novo DVD duplo chamado Chaos
in Motion 2007–2008 com músicas de shows da turnê Chaos in Motion foi lançado
pela Roadrunner Records em 23 de setembro de 2008; A edição especial inclui
três CDs com o áudio das músicas do DVD.
Black Clouds and Silver Linings (2009-2010)
No dia 23 de junho de 2009, a
banda lança o novo álbum de estúdio, intitulado Black Clouds and Silver
Linings. Desde seu lançamento, o novo trabalho do grupo americano tem obtido
bons resultados de vendas, alcançando posições na Billboard, fato esse raro com
bandas progressivas, considerando a alta vendagem de material mais popular. O
álbum teve diversas edições, incluindo um produto com 3 cd's - um do trabalho
de estúdio, um de covers de bandas progressivas e de heavy metal, e outro
instrumental. Foi também lançada uma box com vários materiais referentes ao
álbum e uma edição de vinil 180 gramas. Após o lançamento, a banda concedeu
várias entrevistas para promover o álbum, e recentemente concluiram a turnê
norte-americana Progressive Nation.
No dia 8 de setembro de 2010,
Mike Portnoy anunciou publicamente em seu fórum oficial que estaria deixando a
banda. Portnoy estaria se divertindo mais em seus projetos paralelos do que com
a banda. Após sugerir uma pausa, os outros membros decidiram que seria melhor
continuar as atividades do Dream Theater, a contragosto do baterista. Desta
forma, Mike Portnoy oficialmente deixou a banda.
Mike Portnoy falou que essa
decisão de sair não foi tomada de uma hora para outra, mas declarou que a
decisão foi tomada no decorrer do ano de 2010.
Mike Mangini e A Dramatic Turn of Events.
Em 29 de abril de 2011, a banda
divulgou o nome do novo baterista da banda, Mike Mangini, escolhido após um
criterioso processo de seleção que incluiu também Derek Roddy, Marco Minnemann,
Thomas Lang, Virgil Donati, Aquiles Priester e Peter Wildoer. As audições foram
gravadas e disponibilizadas em três partes no Youtube, denominadas The Spirit
Carries On (o título de uma música do álbum Metropolis, Pt. 2: Scenes From A
Memory) mostrando a performance de cada um dos bateristas junto com a banda,
bem como os comentários dos membros sobre cada participante.
Essas audições foram realizadas
no fim do ano passado. Em Janeiro/2011, já estavam em estúdio preparando
algumas partes do novo álbum. Devido a questões legais, houve a necessidade de
manter segredo sobre o novo baterista até o mês de abril.
No dia 8 de junho de 2011 John
Petrucci divulgou através das suas contas no Facebook, Twitter, e
posteriormente no site da banda, o nome do novo álbum a ser lançado em 13 de
setembro, intitulado A Dramatic Turn of Events bem como o nome das músicas.
Foi anunciado também que a banda
irá tocar as músicas do novo álbum nos shows já marcados durante a turnê pela
europa, antes mesmo dele ser colocado à venda.
Atualmente o Dream Theater está
fazendo a turnê mundial do A Dramatic Turn of Events.
Projetos Paralelos.
No fim dos anos 90, os projetos
paralelos dos integrantes começaram a surgir. O mais conhecido foi o Liquid
Tension Experiment formado por Petrucci, Portnoy, Jordan Rudess (que na época
pertencia aos Dixie Dregs) e Tony Levin (King Crimson). A ideia foi do
baterista Mike Portnoy cuja intenção seria fazer algo diferente: juntar o
progressivo, heavy metal e um pouco de fusion marcado por jam´s bem divertidas.
O 1° cd da banda foi feito nada mais do que em uma semana.
John Myung participou em um
projeto paralelo com Derek Sherinian, Platypus e Gordian Knot, além de ter uma
banda chamada The Jelly Jam, que contém dois CDs, tocados em um refinado Rock
Progressivo. Petrucci, Portnoy e Rudess gravaram o segundo álbum do LTE (também
em uma semana), e Portnoy ainda teve tempo de participar no Transatlantic, com
músicos do Marillion, Flower Kings e Spock's Beard. James Labrie não fica para
trás com seu projeto MullMuzzler, além disso, lançou, em 2005, o seu álbum solo
Elements of Persuasion. John Petrucci, após ter feito turnes no já conhecido
G3, junto de Joe Satriani e Steve Vai, lançou seu primeiro álbum solo: o
Suspended Animation. Derek, ex-integrante, formou o Planet-X- uma banda de
fusion com outros renomados músicos, entre outras participações especiais. O
atual tecladista, Jordan Rudess, já debutava de uma carreira a solo de diversos
CDs.
Reputação de Concertos.
Setlist Rotativo.
Ao longo de sua carreira, os
setlists do Dream Theater foram ficando cada vez maiores, mais diversos e menos
restritivos. O exemplo mais claro disso é a sua política de setlist rotativo.
Cada noite de uma turnê tem seu setlist idealizado por Portnoy com um processo
meticuloso que assegura que este será completamente único. Fatores como os setlists
de cidades percorridas são levados em conta para assegurar que as pessoas que
assistem à banda várias vezes numa mesma área não vejam as mesmas canções sendo
interpretadas várias vezes; e inclusive o setlist da última vez em que a banda
esteve numa cidade leva-se em conta para o benefício dos fãs que vêem à banda
em turnês sucessivas.
Para que isso seja possível, a
banda se prepara para tocar a maior parte de seu repertório em qualquer
apresentação, dependendo do que Portnoy decidir para a noite. Este processo
também requer o emprego de um sistema de luz bastante complexo que utiliza
iluminação pré-configurada para cada canção.
Duração.
A duração é outro elemento único
nos concertos do Dream Theater. Os concertos de suas turnês mundiais, desde Six
Degrees of Inner Turbulence são do tipo "An evening with..."
("Uma noite com..."), no qual a banda apresenta-se por pelo menos
três horas, com um descanso e nenhuma banda de abertura. O espetáculo gravado
para Live Scenes from New York teve duração de quase quatro horas (LaBrie
gentilmente se desculpou após o concerto por um "set tão curto"), e
resultou na hospitalização de Portnoy.
Com o anúncio do lançamento de
Systematic Chaos, foi publicado que durante essa nova turnê, Chaos in Motion
World Tour 2007/2008, não haverá os famosos "An evening with...". A
banda disse que este é o momento de parar com os concertos diários de três a
quatro horas. Foi informado que compartilharão o palco com bandas como
Queensrÿche entre outras. Apesar disso, houve shows do tipo "An evening
with..." na Austrália, já que esta foi a primeira vez em que o Dream
Theater passou pelo país durante a turnê.
Audiência.
Os fãs de Dream Theater costumam
abarrotar cada lugar onde a banda se apresenta. A audiência geralmente varia
entre quatro e dez mil espectadores, e esta quantidade normalmente é limitada
pelo espaço físico. O concerto com o maior número de pessoas (vinte mil)
aconteceu na Pista Atlética do Estádio Nacional de Chile em Santiago do Chile,
em 6 de dezembro de 2005, durante a turnê mundial do álbum Octavarium. O
acontecimento foi mencionado na mesma noite por Mike Portnoy através de sua
página pessoal, e também por Jordan Rudess em sua mensagem natalina de 2005 a
todos os fãs. O concerto gravado no Radio City Music Hall de Nova Iorque em
abril de 2006 teve uma audiência de seis mil pessoas.
Covers.
O Dream Theater, em certos
momentos, costuma tocar ao vivo as canções de um determinado album na íntegra,
como forma de homenagear as bandas que lhes influenciaram. É quase uma "regravação"
ao vivo de discos clássicos do rock e do heavy metal. Até agora foram realizados: The Number of the
Beast (Iron Maiden) (2002), Master of Puppets (Metallica) (2004),Dark Side of
the Moon (Pink Floyd) (2006), Made in Japan (Deep Purple) (2006), Cemetery
Gates (Pantera).
- Integrantes.
Atuais.
John Petrucci (Guitarra, Backing Vocals, desde
1985)
John Myung (Baixo, Chapman Stick, desde 1985)
James Labrie (Vocais, desde 1991)
Jordan Rudess (Teclado,
Continuum, desde 1999)
Mike Mangini (Bateria, Percussão,
desde 2010)
Ex-Integrantes.
Mike Portnoy (Bateria, Percussão,
Backing Vocals, 1985-2010)
Kevin Moore (Teclado, 1986-1994)
Chris Collins (Vocais, 1986)
Charlie Dominici (Vocais, 1987-1989)
Derek Sherinian (Teclado, 1994-1999)
- Discografia
Álbuns de estúdio
When Dream and Day Unite (1989)
Images and Words (1992)
Awake (1994)
Falling Into Infinity (1997)
Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory (1999)
Six Degrees of Inner Turbulence (2002)
Train of Thought (2003)
Octavarium (2005)
Systematic Chaos (2007)
Black Clouds & Silver Linings (2009)
A Dramatic Turn of Events (2011)
Dream Theater (2013)
The Astonishing (2016)
EP's
A Change of Seasons (1995)
Wither (2009)
Álbuns ao vivo
Live at the Marquee (1993)
Once in a LIVEtime (1998)
Live Scenes from New York (2001)
Live at Budokan (2004)
Score (2006)
Chaos in Motion (2008)
Live at Luna Park (2013)
Breaking the Fourth Wall (2014)
Coletâneas
Greatest Hit (...and 21 Other Pretty Cool
Songs) (2008)
- Videos